terça-feira, 12 de abril de 2011

Neon



O Neon cardinal (Paracheirodon axelrodi) é um dos peixes ornamentais mais conhecidos e utilizados no mundo aquarístico, sua fama se iguala à dos Kinguios (Carassius auratus), Bettas (Betta splendens), Lebistes (Poecilia reticulata), etc. Também por ser notoriamente conhecido, circulam muitos boatos e mitos a seu respeito, justamente por isso, este texto tem como objetivo esclarecer estes equívocos e oferecer informações sobre a ecologia e comportamento deste peixe de tamanha beleza.

Esta espécie foi descoberta por Hebert R. Axelrod na década de 50 e como uma forma de homenagem seu epíteto específico é axelrodi onde o "i" acrescentado dá a indicação de masculino.

Pertence à família Characidae, que é a mais complexa e numerosa da Ordem Characiformes, devido à complexidade da família não é possível caracteriza-la somente com atributos externos e facilmente observáveis. Via de regra apresentam o pré-maxilar não protátil e nadadeira adiposa normalmente presente.

Possui como característica principal a faixa neon, que percorre seu corpo horizontalmente e termina na base da nadadeira adiposa, e o ventre vermelho.

É de origem sul americana e está amplamente distribuído desde o Orinoco (Venezuela), pelo rio Vaupes e o norte e leste do rio Negro até o noroeste da Colômbia.

Vive em águas ácidas, cujo pH pode ser até menor que 4.0, quentes, moles e na maior parte escuras. O macho é menor, possui o ventre mais magro, retilíneo e apresenta uma pequena modificação no primeiro raio da nadadeira anal que se assemelha ao formato de um gancho ou anzol. Já a fêmea é o contrário é maior e possui o ventre volumoso, roliço, principalmente em época de desova. Podem atingir cerca de 5 cm quando adultos, são peixes cardumeiros e pacíficos e nadam à meia água e no fundo do aquário.

Qual a melhor alimentação para o Neon Cardinal?
Na natureza a espécie se alimenta de microcrustáceos e larvas de quironomídeos (Chironomidae, Diptera), enquanto ingestão de algas é pouco freqüente. Como são onívoros acabam comendo de tudo, então é importante acrescentar alimento vivo à sua dieta pelo menos uma vez por semana, podem ser daphnias, artêmias, enquitréias, larvas de mosquitos etc. Outra coisa necessária que muitos aquaristas acabam não fazendo é adicionar ração a base de vegetais / algas à sua dieta para oferecer uma maior variedade de nutrientes.

Como ocorre a reprodução? Já foi feita em cativeiro?
O neon cardinal é uma espécie ovípara, são considerados disseminadores livres, pois a fêmea libera os ovos na água e o macho nada em volta fertilizando-os. Os ovos eclodem em 19 a 20 horas quando mantidos em temperatura entre 25 e 27ºC, após três ou quatro dias da eclosão os alevinos já consumiram o conteúdo do saco vitelino e começam a nadar. O alevino possui uma glândula adesiva grande no topo da cabeça que o ajuda a se prender no substrato ou nas folhas de plantas. Isso evita que sejam arrastados pela correnteza e se dispersem ficando desprotegidos e tendo como consequência a morte por predação.

Entre os peixes desta espécie não ocorre o cuidado parental e a partir do momento em que os filhotes apresentam nado livre pode-se dar rações específicas para alevinos de ovíparos e alimentos vivos como náuplios de artêmia, conforme os filhotes forem crescendo alimentos vivos maiores podem ser oferecidos.

Os filhotes só começam a apresentar as cores características da espécie com aproximadamente duas semanas de vida. Recomenda-se usar filtro interno de espuma ou então colocar perlon na entrada de água do filtro externo para evitar sugar os filhotes quando em aquários próprios para reprodução. A partir do 6 meses de idade e pouco mais de 2cm de comprimento, os cardinais já estão aptos a reproduzir.

A reprodução do neon em cativeiro não é impossível como muitos dizem, apenas exige mais atenção aos parâmetros da água e cuidados com o aquário do que com os outros tetras, mas a maioria absoluta dos neons encontrados para a venda no Brasil são coletados diretamente da natureza. Na Europa e Ásia a reprodução deles em cativeiro já vem sendo praticada por anos.

Quais os melhores parâmetros para os Neons em aquários?
Apesar de serem encontrados em águas muito ácidas em certas épocas do ano, a melhor faixa de pH para se manter a espécie em aquários vai de 5.0 a 6.6. Por viverem em águas ricas em ácidos tânicos e húmicos, além do pH ácido, é importante manter a dureza da água o mais baixa possível.

Por serem encontrados em regiões quentes, a temperatura da água deve ser elevada, sempre acima dos 26°C e, apesar do calor, por serem encontrados (na maior parte) em águas mais escuras a iluminação do aquário não deve ser muito forte, ou então, se puder mantenha plantas de superfície para criar algumas áreas com mais sombra. Não que a iluminação forte dos plantados chegue a afetar muito o peixe, mas se quer que ele se sinta mais confortável é melhor uma intensidade menor.

Em relação ao tamanho do aquário, obviamente quanto maior melhor, mas aquários a partir de 50 litros já comportam um pequeno cardume.

Um aquário ideal para neons e que possibilitasse a tentativa de reprodução deles seria um biótopo monoespécie, que representasse um pequeno igarapé com água quente, ácida, mole, escura, cheio de galhos/troncos, folhas caídas pelo substrato, fundo de areia e água mais calma.

O Neon é um peixe muito sensível que morre a toa?
Não! Desde que tenha suas necessidades respeitadas é um peixe bem resistente, o problema é que ele percorre um belo trajeto (que será mais explicado ao final do texto) desde a captura até chegar ao seu aquário. Isso inclui dias sem comer, exposição a altas concentrações de amônia, variações bruscas de temperatura e outros parâmetros, estresse, manejo inadequado. Sem contar que logo que chega à loja pode acontecer de não passar por uma aclimatação correta sofrendo choque de temperatura e/ou de pH, ser colocado com outros peixes maiores e sofrer mais estresse ainda, ser exposto a outros peixes doentes, enfim... Um caso que aconteceu comigo dias atrás foi comprar neons e, ao abrir o plástico em que vieram para começar a aclimatação, descobri pelo teste de pH que na loja eram mantidos em 7.4!

Se ele sobrevive a tudo isso, extremamente sensível é certo que não é. Só que o aquarista compra o peixe já debilitado por passar por tanto problemas e com o sistema imunológico baixo, se não for feita uma correta aclimatação, as condições do aquário não forem próprias para ele, for exposto a mais doenças e estresse não é surpresa nenhuma que desenvolva alguma doença ou simplesmente morra "sem causa aparente".

Neons são peixes de cardume, se não lhes é dada esta condição, podem se isolar e parar de comer, com isso, o peixe que já não estava bem antes, agora tem seu sistema imunológico ainda mais deteriorado e pode morrer por inanição ou ser acometido por alguma doença.

E a tal Doença do Neon?
A chamada Doença do Neon Tetra ou Pleistophora é causada por um parasita esporozoário e, apesar do nome, não afeta somente os neons. Ataca a maioria da família dos tetras, ciclídeos como os Bandeiras, ciprinídeos como as Rásboras e Barbos e até mesmo os Kinguios.

É uma doença conhecida por sua rápida infestação e alta taxa de mortalidade, é causada pelo parasita Pleistophora hyphessobryconis e até hoje não se conhece uma cura para ela.

O ciclo da doença começa quando os esporos do parasita entram no peixe hospedeiro após o mesmo ter consumido alimento infectado como partes de um peixe morto ou alimento vivo. Uma vez dentro do peixe, o parasita se instala no trato intestinal, os embriões recém eclodidos dos esporos atravessam a parede do intestino e se instalam nos tecidos musculares produzindo cistos. Esses músculos que abrigam os cistos começam a morrer e o tecido necrosado se torna pálido, eventualmente ficando branco, o que explica a mancha clara característica nos animais infectados.

Alguns sintomas:
  • Agitação;
  • O peixe começa a perder a coloração;
  • O peixe apresenta dificuldade para nadar;
  • Em casos avançados a espinha dorsal do peixe pode se tornar curvada;
  • Podem aparecer infecções secundárias como nadadeiras roídas e bloat;
  • Conforme o cisto se desenvolve o corpo pode apresentar várias deformidades (pequenas massas sólidas, irregularidades);

Durante os estágios iniciais o único sintoma pode ser a agitação, principalmente durante a noite, é comum também o peixe infectado se separar do cardume. Eventualmente a natação se torna mais errática (irregular) e se torna bem óbvio que o peixe não está bem.

Conforme a doença progride, os tecidos musculares afetados começam a se tornar brancos, geralmente começando pelos músculos das áreas entre a faixa neon e a espinha dorsal. Quanto mais tecido muscular infectado maior é a mancha de coloração pálida. Os danos aos músculos podem causar a curvatura ou deformação da espinha, o que causa danos à natação. Não é incomum o peixe apresentar o corpo irregular causado pela deformidade dos músculos afetados pelos cistos.

Nadadeiras roídas, especialmente a caudal também não é incomum, entretanto, isso ocorre devido às infecções secundárias e não pelo resultado direto da própria doença causada pelo parasita. O bloat também pode ocorrer e é outro sintoma causado por infecções secundárias.

Qualquer peixe que apresente estes sintomas deve ser separado dos demais, sendo colocado em um aquário hospital para melhor observação já que existem outras doenças, causadas por bactérias, que podem apresentar sintomas semelhantes e possuem cura. Casos como estes inclusive podem dar uma falsa idéia de que o peixe tinha a doença do neon e foi curado, quando na verdade era uma bacteriose que ao ser tratada com algum antibiótico foi eliminada.

Como ainda não foi encontrada uma cura para esta doença, a prevenção é o melhor remédio! Não compre peixes de tanques que possuam outros peixes doentes ou mortos e peixes que não cardumeiam também são suspeitos. Além disso faça uma quarentena de peixes novos de 2 semanas e mantenha uma ótima qualidade da água para evitar qualquer queda no sistema imunológico dos peixes.

Já foram encontrados relatos de que o uso de remédios específicos contra protozoários, tais como Protozin, ajudaram a aliviar os sintomas da doença e que o uso de ácido Nalidixico – normalmente usado para tratar doenças causadas por organismos gram-negativos – também aliviou os sintomas da doença. Em ambos os casos, não houve nenhuma comprovação científica de que o tratamento realmente funciona e apenas se fala em aliviar sintomas, nenhuma cura foi documentada cientificamente ainda.

Qual Neon eu tenho?
Apesar da ficha ser focada no Neon Cardinal, é comum ocorrer confusão entre esta espécie e outras semelhantes também chamadas popularmente de "Neon". Os mais parecidos são o Neon Verde (Paracheirodon simulans) e o Neon Verdadeiro (Paracheirodon innesi), o Neon Verde é menor que o Cardinal e sua faixa neon passa pela nadadeira adiposa e vai até o pedúnculo caudal, já o Neon Verdadeiro não possui todo o ventre vermelho, sua faixa vermelha começa na nadadeira anal e vai até o pedúnculo caudal. Além destas duas espécies, outras também possuem o nome popular de "Neon", mas apresentam diferenças bem mais contrastantes referentes à cor, são elas o Neon Chocolate (Hyphessobrycon vilmae) e o Neon Negro (Hyphessobrycon herbertaxelrodi).

Como é feita a captura e manejo do peixe?
No Brasil, o principal centro fornecedor de peixes ornamentais é a cidade de Barcelos, o estado do Pará até possui alguma produção, mas em pequena quantidade. O neon cardinal é a espécie mais importante e representa 80% do volume comercializado.

O desenvolvimento dos peixes ornamentais ocorre principalmente nos igapós e igarapés da floresta, áreas total ou parcialmente inundadas. A melhor época para a captura é durante a vazante e seca dos rios.

Quando o pescador de peixes ornamentais (piabeiro) localiza um cardume, ele o conduz para o rapiché ou puçá, e os transfere para o interior de cestas de palha forradas com saco plástico, com a água do igarapé.

Depois de capturados, os peixes são levados para um acampamento, onde são montados viveiros no próprio rio. Depois disso, são levados para Barcelos e, seguem uma viagem de 30 horas até Manaus, nas lojas de exportadores os peixes são mantidos em instalações de quarentena até serem exportados.

A venda do Neon cardinal foi proibida pelo IBAMA?
Não, a venda não é proibida, até porque, como já foi citado acima, ele é a espécie que mais é comercializada. O que acontece é que durante os meses das cheias – de maio a julho – a pesca e comercialização do neon cardinal é suspensa pelo IBAMA para que a sua reprodução na natureza seja garantida. Mas durante o resto do ano ele é comercializado normalmente.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Acará Disco



O Acará disco é considerado um dos mais bonitos peixes de água doce. Ele gosta de aquários altos (cerca de 50 cm ou mais), vive em grupos, gosta de água ácida e mole. A princípio, só existiam as variedades dos rios da amazônia, com o tempo aquaristas estrangeiros foram desenvolvendo variedades em cativeiro, o que permitiu melhorar as cores, mas o formato da nadadeira ou do corpo não foi alterado. São peixes de movimentos lentos, o ideal é que o aquário seja só deles e com um nível muito baixo de nitratos e de alguns peixes limpadores (já que são peixes muito exigentes quanto à alimentação, às vezes não consomem toda a comida, por isso peixes limpadores ajudam na limpeza do aquário).
Comprimento:18cm
Ph:6,5
Temperatura:28

Imperador


Um triunfo para qualquer aquarista marinho,o Imperator é um peixe belíssimo que tem por uma das característiacas mais marcantes a mudança de cor para a fase adulta. Possui grande longevidade sendo necessariamente uma das últimas aquisições para o aquário devido a sua territorialidade. Atinge até 30cm, sendo originário das Filipinas e costa da Austrália.

Hepatus


É facilmente um dos membros mais populares da "Tang family" nos aquários do mundo. Brincalhão, resistente, dócil, adora se esconder por entre as pedras, o que lhe dará alguns arranhões no decorrer dos anos. Muito sucetível a Oodinium, deve estar muito bem adaptado para ser levado ao aquário comunitário. É um comedor de algas filamentosas de primeira. Região onde é encontrado: Oceania e costa da África. Atinge até 26cm.

Mandarim



O peixe-mandarim (Synchiropus splendidus) é um peixe perciforme de água salgada adaptado ao clima tropical que mede de 6 a 10 centímetros de comprimento. Vive escondido em fendas nos recifes de coral e alimenta-se de pequenos animais marinhos que passam próximos ao seu esconderijo. Também é encontrado, com menos frequência, em águas rasas protegidas, como lagoas costeiras e pequenas baías. Por precisar de muitos nutrientes diferentes, às vezes o peixe-mandarim também come pequenas quantidades de algas e outros flocos que possam lhe servir de alimento.
O peixe-mandarim é um peixe exuberante e tímido e por isso é muito usado em aquários como animal de estimação. Possui cores fortes, brilhantes e desenhos organizados agressivamente em sua pele. Essa característica é, de fato, um mecanismo de defesa contra predadores, indicando que a carne do peixe-mandarim tem gosto ruim, já que seu corpo produz um muco viscoso de gosto e cheiro horríveis.
A pele do peixe-mandarim não possui escamas, por esse motivo ela é necessariamente muito grossa, a fim de proteger o peixe das pontas agudas presentes nos recifes de coral. Os olhos por sua vez são projetados para fora como grandes saliências, permitindo que o peixe-mandarim enxergue a sua volta. Os olhos também não possuem pálpebras, nem canais lacrimais, sendo a água do mar responsável pela limpeza dos mesmos.
A visão do peixe-mandarim é bem desenvolvida, acima da média dos outros peixes, sendo que seus olhos são capazes de identificar até as cores do ambiente. Ao menor sinal de perigo, o peixe-mandarim eriça os longos espinhos das costas fazendo-o parecer maior do que realmente é.
O nome do peixe-mandarim vem das cores e desenhos do seu corpo que parecem muito com as roupas de seda usadas pelos mandarins na antiga China. Esta espécie de peixe é mais comumente encontrada no Oceano Pacífico, mas também pode ser encontrado no Oceano Índico e no Caribe.
Quando criado em aquário ou em cativeiro, o peixe-mandarim deve conviver somente com indivíduos da mesma espécie pois pode ser agressivo com indivíduos de espécies diferentes. Além disso a reprodução em cativeiro é muito difícil de ser alcançada e a alimentação a partir de produtos industrializados não é aceita pelo peixe se o ambiente do aquário não estiver nas condições ideais.
O que difere os machos das fêmeas de peixe-mandarim é que os machos são tipicamente maiores e apresentam extensões nas nadadeiras dorsal e anal. Também é mais comum os machos possuírem cores mais bem distribuídas e brilhantes que as fêmeas, embora isso nem sempre aconteça.
A temperatura ideal da água de um aquário para um peixe-mandarim é de 25 °C com pH em torno de 8,2.

Caracol



0 verdadeiro papel dos caracóis nos aquários é um assunto acerca do qual há variadíssimas opiniões. Enquanto por um lado, é opinião geral que a maior parte das espécies de caracóis não é conveniente nos aquários de reprodução, por outro lado as opiniões dividem-se quanto ao bem - ou - mal - que estes indivíduos podem causar num aquário comunitário normal.
Alguns aquariofilistas consideram os caracóis indispensáveis como limpadores do aquário; outros consideram-nos uma peste que destrói as plantas e polui a água.
Atualmente, nenhuma destas posições é inteiramente correta. A eficácia da limpeza efetuada pelos caracóis é mínima; estão longe, por exemplo, de ser tão eficientes como os peixes-gato. Por outro lado, os caracóis não são na verdade tão perigosos como a maior parte dos aquariofilistas pensa, e são excelentes para aumentar a variedade e interesse de um tanque comunitário. Eis algumas das espécies mais comuns:
Melanoides tuberculata, largamente distribuído da África Oriental ao Sudeste Asiático. É um dos caracóis mais úteis para conservar um aquário limpo. Tem uma cor atraente matizada de verde azeitona ou amarelo, com faixas violeta a volta da concha. Esta espécie vagueia pelo aquário principalmente durante a noite. Durante o dia enterram-se no areião, onde atuam como uma espécie de filtro natural, alimentando-se de algas e detritos orgânicos. 0 Melanoides tuberculata necessita de água a uma temperatura acima dos 18oC e atinge um tamanho de cerca de 2,5. Esta espécie reproduz-se muito rapidamente e pode invadir por completo o aquário se não for controlado.
A Ampullaris australis é uma espécie da América do Sul. É um dos caracóis de aquário mais populares, possuindo um extraordinário tubo respiratório que pode estender-se até sair da água para aumentar a sua respiração através das guelras. Põe os ovos na superfície da água, nos arbustos. É um voraz comedor de algas e deve ser alimentado com vegetais se não houver algas disponíveis no aquário. De outro lado poderá começar a roer as plantas aquáticas. A concha deste grande caracol, que pode alcançar um diâmetro de 6 cm, é de cor marfim, enquanto o animal em si é cinzento escuro ou azul com pequenas manchas douradas. Uma outra espécie aparentada com esta, o Ampullaris cuprine, é muito popular nos Estados Unidos, onde é conhecida como caracol mistério.

0 Helisoma negricans encontra-se entre os menores caracóis de aquário, cuja concha atinge o tamanho Maximo de 2 cm. Natural do Brasil, a espécie vulgar apresenta-se numa cor branca acastanhada, havendo também uma variedade vermelho brilhante. Alimenta-se principalmente de algas e restos de comidas deixados pelos peixes, só raramente se alimenta de plantas aquáticas. 0 Helisoma negricans põe imensos ovos nas folhas das plantas e expande-se facilmente - às vezes facilmente demais - no tanque comunitário.

0 Planorbis corneus é uma espécie européia mais apropriada para aquários de água fria. A espécie vulgar apresenta-se numa cor cinzenta, havendo igualmente uma variedade de um vermelho escuro brilhante. A concha pode atingir um diâmetro de 3 cm. Esses caracóis comem uma grande quantidade de vegetais e devem receber um suplemento de alface ou espinafre. Este procedimento, infelizmente polui a água: são essenciais freqüentes limpezas do fundo do tanque, bem como mudanças parciais da água. Há pouco perigo de invasão do aquário com esta espécie porque a maior parte dos peixes devora-1hes rapidamente os ovos, bem como os exemplares jovens. 0 Planorbis corneus respira por meio de pulmões.
Outra espécie européia, o Viviparus malleatus é excelente para lagos ao ar livre. Esta criatura indolente, de cor triste, passa grande parte do tempo na areia, no fundo do tanque ou no lago. Os novos exemplares nascem completamente formados, com conchas de um pouco menos de 1 cm de diâmetro. 0 diâmetro médio das conchas dos indivíduos adultos é de 3 cm. No Japão este caracol é criado e consumido como alimento.

Há muitas outras espécies de caracóis, consoante a localização, mas as mencionadas são as mais utilizadas na Aquariofilia. Embora se possam encontrar caracóis em lagos e cursos de água por todo o mundo, não é aconselhável colocar nos aquários caracóis capturados localmente, porque são muitas vezes portadores de doenças e parasitas. Por último, temos a remoção dos caracóis. Com algumas espécies é necessário desbastar periodicamente a população. A maneira mais simples de o fazer é deixar um pedaço de comida sólida para peixes no aquário durante a noite. De manhã, notarão que inúmeros caracóis se juntaram sobre o engodo, podendo ser facilmente removidos com uma rede.

Colisa



Nome Popular: Colisa
Nome Científico: Colisa Lalia
Tamanho adulto: 7 cm
Temperatura da água:
24 – 28º C
PH
: 6.8 a 7.5
Características:
Ótimo peixe para iniciante é pacífico, forte e convive bem com outros peixes, possui vários tipos de colorações e recomenda-se sempre comprar um casal no aquário.
Alimentação:
Utilize rações flocadas de preferência da marca Tetra, assim reaviva a cor delas, e como elas são onívoras como todos os anabantídeos, é sempre bom variar, entre artêmias,rações ou bloodworms entre outros.
Reprodução:
Esta requer um pouco de paciência. Mas segue-se as seguintes instruções: tanto o macho como a fêmea devem de ter perto de um ano, deve-se usar um pequeno aquário (50cm de comprimento), com 15 a 20 cm de altura de água, densamente plantado, com água envelhecida e um sistema de filtragem que não mexa muito com a água e principalmente não absorva o ninho construído. As condições da água devem de ser iguais ao do aquário original, no entanto deve-se aumentar a temperatura para cerca dos 29º ou 30º. Após a introdução do casal no aquário, alimentar com comida viva ou tubifex. O macho iniciará a construção do ninho de bolhas na superficie da agua, por esta razão deve-se ter em atenção o sistema de filtragem! Não vá este aspirar o ninho nem movê-lo com as correntes geradas. Após a verificação e aprovação do ninho por parte da fêmea, o macho obriga-a a libertar os pequenos ovos, enroscando-se totalmente na fêmea. Após a fecundação convém retirar a fêmea do aquário, pois o macho tornar-se-á bastante agressivo em defesa do ninho. Dentro de dois ou três dias as pequenos Colisas nascerão. Retirar o macho nessa altura. Os pequenos alevins poderão ser alimentados com alimentos próprios para alevinos.

domingo, 3 de abril de 2011

VEJA QUE BARBARIDADE

Chaveiros com animais vivos são a nova mania na China!!!

Peixes e pequenas tartarugas seladas em chaveiros de plástico tornaram-se os itens populares mais vendidos nas entradas do metrô e estações de trem em toda a China. Os chaveiros com tartaruguinhas e peixes decorativos são considerados amuletos de boa sorte por muitos chineses, mas grupos de defesa dos animais estão indignados e dizem que isto é um exemplo perfeito do "abuso de animais".
Segundo os vendedores, a água colorida dos chaveiros de sete centímetros de comprimento contém nutrientes que permitem que os peixes e tartarugas vivam ali dentro por meses. Ainda que isso seja verdade, esta gente tosca não se deu conta que eles não poderiam sobreviver no saco selado por muito tempo, devido à falta de oxigênio.
 Enquanto os ativistas dos direitos dos animais estão protestando ruidosamente contra a venda de chaveiros, não há muito que possam fazer, porque a China tem apenas um animal selvagem protegido por lei. Até a mudanças na lei para proteger todos os tipos de animais, ativistas só podem apelar às pessoas para não comprá-los e esperar que o mercado morra devido à falta de clientes.

Embora algumas pessoas comprem esses chaveiros bizarros como símbolo de boa-sorte, há quem os compres apenas para liberar as criaturinhas de sua gaiola de plástico.

Fonte:http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=18325

Peixe palhaço



Peixe-palhaço, ou peixe-das-anêmonas é o nome vulgar das espécies da subfamília Amphiprioninae na família Pomacentridae. Existem cerca de 27 espécies, uma das quais pertence ao gênero Premnas, pertencendo os outros ao gênero tipo Amphiprion. Deve o seu nome à forma desalinhada como nada.
As espécies assim designadas são nativas de uma vasta região compreendida em águas tépidas do Pacífico, coexistindo algumas espécies em algumas dessas regiões. São famosos devido à relação ecológica de protocooperação que estabelecem com as anêmonas-do-mar ou, em alguns casos, com corais. As anêmonas providenciam-lhes abrigo, apesar dos tentáculos urticantes a que são imunes, devido à camada de muco que os reveste. O peixe-palhaço esconde-se dos predadores nas anêmonas. Na base das mesmas, botam seus ovos, assegurando a proteção de sua prole. Em retorno, os restos do alimento do peixe-palhaço são utilizados pela anêmona. Uma associação que beneficia os dois parceiros.
Em geral, em cada anémona existe um "harém" que consiste em uma fêmea grande, um macho menor e outros machos não reprodutivos ainda menores. No caso de a fêmea ser removida, o macho reprodutor muda de sexo, num processo dito protandria, e o maior dos machos não reprodutivos torna-se reprodutivo.

Guppy(lebiste)







O Barrigudinho, também chamado de Guppy ou lebiste (Poecilia reticulata) é um belo peixe ornamental de comportamento pacífico, originário da América Central e América do Sul, comvidade aproximadamente 2 anos, usado em exposições aquarísticas. O guppy é um animal ovovivíparo da família dos poecilídeos. O comprimento do macho adulto é de aproximadamente 5 centímetros e o da fêmea, 7 cm.
Pode ser facilmente encontrado em rios do Sudeste do Brasil, mesmo poluídos, sendo muitas vezes confundido por leigos com girinos. Em sua forma original, possui um tom cinzento, porém a partir de cruzamentos em cativeiro costuma adquirir cores fortes, dos mais variados tipos.A partir daí, existem diversas "raças", ou "matrizes", que podem ser comercializadas por um preço considerável.
O barrigudinho em sua forma original não costuma ser utilizado para aquariofilia, sendo o guppy propriamente dito suas variantes coloridas.
No seu ambiente natural, na América do Sul e nas Caraíbas, os guppies são normalmente encontrados em populações isoladas, habitando pequenos riachos e lagos de diversos tamanhos.
Espalhadas por vários países de clima tropical ou subtropical, existem também populações de guppies, formadas a partir de peixes que escaparam para a natureza ou que foram deliberadamente introduzidos, para ajudar a combater a doença da malária (entre as principais fontes de alimento dos guppies encontram-se as larvas de mosquito). Por ser um comedor de superfície e adorarem alimentos vivos como as larvas de musquito, alguns municípios de São Paulo estão usando-os para combater o mosquito da Dengue com muito sucesso.

Os Guppys podem ser alimentados várias vezes ao dia desde que seja em pequenas porções, o cardápio pode ser variado e incluindo alimentos vivos como por exemplo artêmias salinas ou enquitréias. Se acha também no mercado alimentos congelados tipo artêmias congeladas ou bloodworms congelados. Os alimentos industrializados também são bastante apreciados, mas sempre em pequenas porções, nunca deixe sobrar comida no fundo do aquário.

sexta-feira, 1 de abril de 2011


Futuristico



Ramirezi



O Ramirezi é um peixe de água doce originário da América do Sul e de comportamento pacífico e tímido. O seu nome científico é Papiliochrommis ramirezi e chega a medir 5 cm. Este pequeno ciclídeo tem uma bela coloração baseada no amarelo e no azul. As fêmeas, quando maduras, apresentam a região do abdômen bem rosada. Existe ainda a variedade dourada, muito atraente.

São peixes sensíveis à temperatura da água e ao tipo de alimentação. O ph da água deve ser ligeiramente ácido a neutro (6,8 a 7,0), com a temperatura variando de 24 a 28 ºC. Porém, para a reprodução o ideal que a água seja elevada até 30ºC. Quando a fêmea está pronta para a reprodução, ela não se retira quando o macho investe contra ela, mas sim encolhe suas nadadeiras em sinal de submissão.


Sendo aceita pelo macho, o novo par procura um local para a desova que, geralmente, costuma ser sobre as pedras.

O aquário também deve ter muitos, troncos, plantas e pedras já que o Ramirezi é muito tímido e só se sente seguro quando há refúgios no aquário.


Quanto à alimentação, esta deve ser bem variada como artêmia congelada, patês, filhotes de poecilídeos, larvas de mosquito e, ocasionalmente, tubifex e enquitréas. A comida deve ser dada em doses moderadas.


Os Ramirezis vivem no meio do aquário e não incomodam outros peixes, mesmo os mais dóceis como guppys e neons.

Tricogaster



O Tricogáster é um peixe bonito e muito resistente que pode ser encontrado facilmente em muitas variedades de padrões e cores, desde azul claro ou escuro até amarelo, rosa e marrom. Eles são muitas vezes vendidos ou escolhidos como peixes para iniciantes pela sua resistência, mas existem dois importantes pontos contra essa escolha: primeiro, eles crescem até um tamanho razoável (15 cm) e podem superpopular aquários menores. Segundo, os machos tendem a ser bastante territoriais e, com o seu tamanho avantajado, costumam atormentar todos os outros peixes menores, forçando-os a ficarem escondidos em algum canto do aquário. Isto pode ser bastante frustrante para aquaristas iniciantes, especialmente crianças. A solução é mantê-los em aquários bem grandes e bem plantados, ou manter apenas fêmeas. A identificação do sexo é fácil, já que o macho tem a barbatana dorsal (a de cima) comprida e pontuda, enquanto a da fêmea é curta e arredondada (como na foto acima).PH.6.8

Beta


Peixe beta é um tipo de peixe originário do Sudeste Asiático que vive em águas calmas e com pouco oxigênio. Muito conhecido no Brasil como “peixe de briga”, é utilizado para apostas em rinhas, o que é proibido por lei. É comum seu nome ser grafado com dois tês, ficando betta.Características
Para se adaptar a ambientes com pouco oxigênio, o peixe beta precisou de um mecanismo criado após anos de adaptação que se chama “labirinto”. É um “sistema” que permite que o peixe faça trocas de oxigênio com o ar, desde que consiga subir à superfície. Um ambiente com pouco ar (ou sem ar algum) é prejudicial ao animal, pois ele acaba se afogando. Por isso que ele vive subindo pra onde o aquario é aberto.
Os machos são maiores do que as fêmeas e não admitem a presença de outro macho em seu ambiente. É esse o motivo de tanta briga quando dois machos estão juntos. Muitas vezes, essas brigas levam o peixe até a morte.
Seu tamanho varia entre 5 e 7cm e sua vida leva de 2 a 3 anos.


Telescópio




Origem: Japão Nome Científico : Carassius auratus Cores: Variadas Esse popular e exótico peixe ornamental, deve povoar aquários grandes, com outros da mesma espécie, seguindo às variedades japonesas. É bastante comum vê-los misturados com várias outras espécies onde suas nadadeiras são constatemente mordiscadas pelos outros habitantes do aquário, sem contar que, sua capacidade de locomoção é inferior à outros peixes devido ao seu formato, com isso, não se alimentam adequadamente, uma vez que não conseguem competir com outras espécies na busca por alimento.
Nome Científico: Carassius Auratus

Dojo



Da família Cobitidae, esta espécie possui o corpo alongado, semelhante a uma pequena cobra. Sua cor é amarelo-dourado com pintas escuras. É um peixe de hábitos noturnos e um excelente saltador. Quando adulto, pode medir 20 cm de comprimento. Possui índole pacífica e pode ser mantido junto com outras espécies de peixes no aquário.


Humm bom para relaxar e reinar!=D

Mato grosso




O Mato Grosso ( Hyphessobrycon callistus)  apesar do seu pequeno porte procura marcar território no aquário e é uma espécie que briga entre si. Mas nada fará que a graciosidade desse peixe seja esquecido, portanto devemos mante-lo em aquários com muitas plantas e com caracideos de maior porte para não Ter problemas de brigas.  Se alimenta de rações e de alimentos vivos, não atinge mais que 5 cm em aquários e precisa viver em grupos de no mínimo 10 exemplares. Adquire facilmente doenças como Fungos e Ictio, portanto devemos deixar a temperatura da água sempre alta em torno de 28 graus e sem variações. Sua reprodução já foi conseguida em cativeiros, e a fêmea tem seu corpo menos colorido e maior do que o macho.Além de tudo isso é gracioso ver esses peixinhos andar em bando pelo aquário!


Temperatura: 24° a 27°

Reprodução: Ovípara

Origem: América do Sul

PH: 6,6 à 6,8

Iluminação: Média, 8 horas por dia

Alimentação: Centro

Bala Shark


Resistente" e "pouco exigente" são boas palavras para descrever os Bala Sharks, mas pode levar algum tempo até eles ficarem confortáveis em um aquário novo, durante o qual deve-se tomar cuidado para que eles não pulem para fora. Eles estão entre os peixes mais bem humorados que você pode arranjar. Tudo parece estar sempre bem para eles, não importa em que tipo de água você os coloca ou o que você quer alimentá-los. Mais do que isso, eles são totalmente pacíficos e muito ativos, passando a maior parte do tempo procurando comida pelo tanque todo. Mas cuidado, eles crescem MUITO e só sentem-se seguros em grupos, portanto um aquário grande é recomendável (500 L ou mais). É daqueles peixes que o aquarista consciente precisa resistir à tentação de tê-los enquanto não tiver condições de realmente cuidá-los a longo prazo. Os meus 3 levaram apenas 1 ano para ficarem grandes demais para um aquário de 100x50 cm, começaram a ficar incomodados, assustados e se machucando ao bater nos vidros e decoração. Movidos para um aquário de 150x60 cm, voltaram a ficar calmos e em 3 anos já estavam com uns 25 cm, corpo perfeito e barbatanas enormes (veja foto). Infelizmente perdi o trio num acidente neste aquário. A reprodução em aquários domésticos é praticamente impossível, já que na natureza o casal sai em disparada lado a lado, batendo o corpo um contra o outro enquanto a fêmea solta os ovos e o macho os fertiliza. Eu vi os meus ensaiarem a dança do bate-corpo, mas não vai além disso...o aquário precisaria ter uns 10 metros para ganharem a velocidade necessária e fazer direito

Barbo sumatra


Seu corpo é arredondado e é cortado por 4 listras negras e as nadadeiras tem ter tons de vermelho, é o mais famoso da família dos barbos, bastante brincalhão e ativo. Podem se tornar agressivos com peixes menores ou mais lentos, beliscando as nadadeiras.
Nome científico: Puntius tetrazona
Tamanho mínimo do aquário: 90 L
Tamanho máximo do peixe: 7 cm
Habitat original: Tailândia, Bornéu e Sumatra

Circulação: Média
Agressividade: Ativo e um pouco agressivo
Alimentação: Comida seca, artémia, larvas de insectos, vegetais e vários tipos de rações
Reprodução: Fácil reprodução, mas é necessário separar um casal em um aquário apropriado.

Cascudo


Cascudo e também conhecido como limpa-vidro é a designação comum aos peixes siluriformes da família Loricariidae, também conhecidos como acari, cari, boi-de-guará e uacari. Os loricariídeos são peixes exclusivamente de água doce, que habitam os rios e lagos da América Central e do Sul.
Os cascudos caracterizam-se pelo corpo delgado, revestido de placas ósseas, e pela cabeça grande. A boca localiza-se na face ventral e em algumas espécies é rodeada por barbas. Estes peixes vivem nos fundos dos rios, até cerca de 30 metros de profundidade, e alimentam-se de lodo, vegetais e restos orgânicos em geral.
Algumas espécies de pequena dimensão conhecidas como limpa-fundos, como o Hypostomus plecostomus, são muito populares em aquariofilia pelo gosto com que limpam o fundo dos aquários de algas e detritos indesejáveis.

Acará Bandeira


O Acará-bandeira BRASIL ou Escalar PORTUGAL ,Pterophyllum scalare, é um peixe do Amazonas. Chega a atingir 18 cm de comprimento, de corpo triangular e lateralmente achatado, com coloração variando de cinza claro a escuro, podendo possuir faixas escuras, nadadeiras dorsal, caudal e anal bem desenvolvidas. Também é conhecido pelos nomes de acará-bandeira-comum, acará-de-véu, acará-fantasma, acará-fumaça, acará-negro, buvuari, buxuari e piraquenanã. É uma espécie ornamental.
Os Acarás Bandeira são extremamente pacíficos. País de origem: Brasil(Amazonia) Comprimento máximo: 10 cm Reprodução: ovípara - desova em troncos e pedras Água: neutra e ligeiramente ácida (7,0 a 6,8) Temperatura: 24 a 35 c. Aquário: médio a grande e bem plantado Comportamento: pacífico - vive em grupo Alimentação: Onivoro - aceita flocos .

Personalidade

O Acara é um peixe de aguas quentes, moles(poucos sais) e acidas, conforme o que encontra em seu meio ambiente natural, embora seja tolerante a uma grande variação de condições, pode-se cria-los em aquarios a partir de 50L sendo o ideal aquarios maiores(Com cerca de 100L).

Japonês



Vida Longa aos Kinguios!

O Kinguio, nome popular do Carassius auratus, é possivelmente o peixe de aquário mais antigo e mais conhecido do mundo, e infelizmente também o mais "torturado".

Conhecido como Goldfish mundo afora, nosso amigo Peixinho Dourado, tem preço muito baixo quando pequeno, e é aí que os maus tratos começam. Normalmente é vendido a principiantes como peixe muito resistente, que não tem grande necessidade de espaço no aquário, que pode viver com outros peixes, pois não tem instinto violento, pode se alimentar com migalhas de pão e principalmente ADORA viver em aquários redondos e sem filtragem ou aquecimento. Fala-se de tudo para vender não é mesmo? E isto basta para quem não se importa em ter filhotes de Kinguios descartáveis, que 'durem' apenas algumas semanas ou meses até morrerem e serem substituídos por outra vítima. Mas para quem quer criá-los como verdadeiros animais de estimação, vivendo alegremente uma longa vida de 10-20 anos ou mais, vamos ver a realidade?

O Kinguio é um peixe originário da China, peixe de água fria, que requer um grande cuidado, e um enorme controle de elementos no aquário para se desenvolver bem. Mas quando tudo dá certo, e as recomendações são seguidas, nos presenteiam com uma beleza e alegria dificilmente vistas em outros animais.

Vamos tratar aqui da prática da criação de Kinguios em aquário. Eles também podem (e adoram!) ser criados em lagos, mas aqui trataremos de aquários, OK? E sem muita teoria, existem diversas variedades de Kinguios, mas aqui os trataremos de um modo geral.

Tamanho do Aquário
Apesar de bem pequenininhos no começo, aquelas coisas fofas crescem demais. Tanto em tamanho quanto em largura. Não podemos começar a falar de criá-los em aquários se estes não tiverem pelo menos 120 litros. À partir daí, gosto de calcular mais 40 litros de água para cada Kinguio a mais. Independente do tamanho do animal ao entrar no aquário, eles crescem bem rápido quando bem tratados, então nada daquele papo...vou colocar um monte de peixinhos no meu aquário, e quando eles crescerem eu compro um novo! Você quer trocar de aquário a cada 4 meses? Então não faça isto...

Formato do Aquário
Não compre aquários altos, prefira aquários mais baixos. Eu costumo usar base quadrada, tipo 80x80 cm (largura x profundidade) e baixos, por exemplo 50 cm de altura. Este é o tamanho que eu acharia bom para um principiante começar a criação dos gordinhos.

Decoração do Aquário
Kinguios são um enfeite e tanto para qualquer aquário. Mas eles nos limitam em alguns aspectos: Costumam arrancar tudo que estiver plantado, tudo mesmo, se machucam em todos os ornamentos pesados, e como fuçadores de fundo que são, adoram engasgar com uma pedrinha! Sabe o que eu faço? Areia grossa de rio e só! Sem nenhum ornamento, sem nenhuma planta... Bastante espaço para eles...

Água do Aquário
Kinguios gostam de água com pH neutro para alcalino. Conheço pessoas que dizem criar Kinguios em pH ácido, mas além de não recomendar, nunca tentei. Mantenho minha água com pH entre 7,4 e 7,6, e estável, sem grandes variações. Misturo na água para eles, 2 gramas de sal grosso por litro de água. Ajuda a regulação osmótica (Kinguios tem uma tendência a problemas na bexiga natatória) e ajuda na prevenção de parasitas, principalmente o verme âncora, fã incondicional de Kinguios. Faço trocas d'água de 50% semanais, com água exatamente nos mesmos parâmetros (pH, sal e temperatura) daquela do aquário.

Filtragem
Conhece o FBF (filtro biológico de fundo)? Esqueça dele. Kinguios são porquinhos aquáticos, comem muito, conseqüentemente sujam demais a água! Defecam demais! Meus amigos, a filtragem de Kinguios é projeto para Sabesp nenhuma botar defeito. Utilizo a referência de 10 vezes o volume do aquário para a vazão dos filtros por hora. Ou seja, num aquário de 200 litros, forneço 2000 litros/hora de filtragem, e bem caprichada em todos os quesitos: química, biológica e mecânica (principalmente). E o pior, nada de quedas de água, pois os baixinhos gostam de água calma, viu?

Temperatura
"Kinguios são peixes de água fria! Legal, vou economizar no termostato!" Nada disto, eles são peixes de água fria, mas não suportam variações grandes de temperatura. O que isto quer dizer? Eles vivem bem de 8°C até 28°C, mas desde que a temperatura seja constante ou não oscile muito. Quero dizer, que se em sua cidade, a temperatura num dia de inverno é de 25°C e na mesma noite cai para 8°C, pode arrumar um termômetro com termostato bem bom e deixar a temperatura controlada em cerca de 24°C. Variações de até 2°C em um dia são toleráveis, não mais que isto. De preferência mantenha a temperatura mais baixa que conseguir sem que ela varie muito.

Alimentação
Utilizo normalmente ração própria para Kinguios ou Carpas da Tetra ou da Sera. Não utilizo outras marcas, pois eles já sujam o suficiente com as marcas boas, imagine o que eles fariam com rações com baixa taxa de absorção. Recentemente em conversa com o Eiti Yamasaki, o mesmo me apontou um ponto importante, sempre verificar que o Extrato Etéreo da ração esteja próximo de 5%, de preferência abaixo disto, nunca acima. Uma importante observação: Kinguios sempre tem cara de famintos, sempre. Alimente bem para que eles fiquem sempre gordinhos, mas não exagere, pois eles comem até estourar, e tem facilidade para ter problemas com a bexiga natatória. Você percebe isto quando eles passam a nadar irregularmente ou até virar de ponta cabeça depois de comer.

Companheiros
Idealmente, nenhum! E se você não entendeu, repito nenhum! Kinguios são bobinhos, quase todos os peixes se divertem se não batendo neles, pelo menos comendo suas caudas e véus. Nem mesmo Carpas que, aliás, nem deviam ser cogitadas para aquários. Elas ficam grandes demais, e quanto mais velho o Kinguio fica, mais lento e mais bobinho. Pode misturar as variedades de Kinguios numa boa, só não coloque de tamanhos muito diferentes, principalmente se tiver Kinguios cauda de cometa grandes.

Doenças
Quando bem tratados, nas condições ideais, eles raramente têm problemas. Como este artigo não é um trabalho científico, vou apenas recomendar que, ao aparecerem quaisquer anomalias, consulte o Forum de Discussões deste site, onde muitos aquaristas experientes poderão tirar suas dúvidas.

Espero não ter desencorajado ninguém a criar Kinguios. Só gostaria de dar uma base aos que realmente amam eles, e querem criá-los da maneira correta. Uma coisa eu digo com certeza. Eles valem o esforço!
A REPRODUÇÃO
É nesta época que você vai conseguir distinguir o macho da fêmea, o macho normalmente é menor, mais magro, possui nadadeiras mais ásperas, ele também tem alguns nódulos nas nadadeiras peitorais, brânquias e cabeça. Outra característica marcante é que o macho esta sempre em perseguição à fêmea.
As fêmeas geralmente são maiores e mais volumosas e na época da reprodução, quando as ovas amadurecem, o ventre fica mole e volumoso.
Conseguir a reprodução destes animais em aquário não é tão complicado como você pode pensar, claro, o recomendado seria um tanque com uma boa capacidade de água, mas no aqua se consegue ótimos resultados. O esquema é o seguinte, os Kinguios se reproduzem entre a primavera e o verão e atingem a maturidade sexual com 1 ou 2 anos de vida, mas nada impede que se reproduzam antes disso, vale das condições de espaço e qualidade da água. Em um aquário de 80 litros, sem substrato, somente com aeração e filtragem e algumas plantas de superfícies com raízes, como alface- d’água por exemplo, coloque 2 machos e uma fêmea ou uma média de 2 a 3 machos para cada fêmea, um ph de neutro a levemente alcalino(sempre criei em ph 7,2) e uma temperatura de 20ºC à 25ºC, pronto, ofereça uma boa alimentação e espere, o momento da desova será facilmente percebido, pois os peixes ficam agitados e os machos começam a perseguir a fêmea próximo a raízes das plantas flutuantes, onde ela libera aproximadamente 800 óvulos, assim que este ciclo terminar, retire os peixes adultos, para eles não comerem os óvulos. Cerca de 10 dias depois da desova, nascerão os alevinos, que ficarão em uma espécie de “fio” na vegetação, com 15 dias já medem 2,5cm e já podem ser alimentados com dáfnia, antes disso alimente-os com infusórios e gema de ovo cozido, até completarem 2 meses, daí já podem ser considerados adultos na questão alimentação. Antes de tudo isso, você deve montar toda uma estrutura para receber os alevinos, fale com as lojas da sua cidade e ofereça os pequenos, certamente você conseguirá vende-los, mas tenha tudo certo antes mesmo da reprodução, pois imagina quando essa tropa nasce, onde vão ficar e o que vão comer, é um gasto enorme, ok!!!! A reprodução de Kinguios é um passatempo excelente, uma verdadeira terapia

quinta-feira, 31 de março de 2011

Construção

Eae pessoal o site ainda está em construção, mas logo terá mais conteúdo aguardem!!!

Welcome!!!

Sejam bem vindos ao site todos sejam amadores,ou criadores profissionais ou até mesmo você que ainda não tem um aquário e tem curiosidade de aprender sobre esse hobby tão legal e interessante!
Fiquem á vontade para explorar o site olhar as imagens dos peixes e suas descrições,tirar dúvidas(ENTRE NA PÁGINA DE DÚVIDAS) a casa é sua...